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Crack da arte.




Badaróss, o Basquiat da Cracolândia.

Chegou em São Paulo fugindo da violência do pai.

Pelas ruas do centro conheceu o crack. Logo passou a fazer parte do seu dia-a-dia.

Em um “bico” para descolar uma grana conheceu o artista plástico Zezão, que sugeriu que ele utilizasse um outro tipo de crack: a arte.





No contexto de Badaróss crack e arte se assemelham pela questão do escapismo, ato de evitar aspectos desagradáveis, entediantes, assustadores ou banais da vida diária. É a fuga da realidade. E Badaróss utiliza ambos para tentar esquecer, talvez apenas por alguns instantes, os perigos e desprazeres da vida na rua.


E quando o escapismo não é intencional? Não totalmente conscientes disso, estamos cada vez mais fora da realidade. Estamos expostos a notícias falsas e enviesadas, trocamos a enxurrada de notícias ruins dos noticiários por filmes e seriados, excluímos tudo que não nos agrada de nossa timeline, e seguimos pessoas que expõem uma vida fictícia no Instagram.


Pow. Percebi que Badaróss tem mais noção de realidade que muitos de nós. E a última reflexão dele não nos deixa mentir:


“A droga em nosso país é mais fácil que um pão. Toda vida foi. E nunca vai acabar, porque quem domina essa porcaria é a sociedade, a burguesia. E é a burguesia que tira onda com quem não tem nada.
Todos nós sendo usados. Todos. Sendo usados, humilhados, e discriminados pela sociedade. A sociedade sabota quem não tem nada.
Quem paga é quem não tem nada”.




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